Ultimo Julgamento

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Várias passagens das Escrituras ensinam que haverá um momento em que homens e mulheres serão chamados diante de Deus para serem julgados: “E vi os mortos, pequenos e grandes, perante de Deus, e os livros foram abertos: e um outro livro também foi aberto, que é o livro da vida: e os mortos foram julgados e foram os julgamentos de acordo com aquelas coisas estavam escritas nesses livros, segundo as suas obras, o que eles praticaram em suas vidas mortais” (Apocalipse 20:12).

Os homens devem ser julgados de acordo com os seus atos e atitudes, e cada homem deve receber, de acordo com suas próprias obras, o seu próprio lugar, será reservado nas mansões que estão preparadas de acordo com Doutrina e Convênios 76:111; Pois eles serão julgados de acordo com suas obras; e cada homem receberá, de acordo com suas próprias obras, seu próprio domínio nas mansões que estão preparadas; em mais uma escritura moderna contida no Livro de Mormon o profeta Néfi em Néfi 15:32 diz; “E aconteceu que eu lhes disse que era uma representação tanto de coisas físicas como espirituais; pois chegaria o dia em que seriam julgados por suas obras, sim, mesmo as obras feitas pelo corpo físico nos seus dias de provação”.

Após o julgamento todos serão ressurretos e os corpos serão restaurados e aperfeiçoados no livro de mórmon o profeta alma explicou em Alma 11:44:“Ora, esta restauração acontecerá com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, tanto iníquos como justos; e não se perderá um único cabelo de sua cabeça, mas tudo será restaurado em sua estrutura natural, como se encontra agora, ou seja, no corpo; e todos serão levados perante o tribunal de Cristo, o Filho, e Deus, o Pai, e o Santo Espírito, que são um Eterno Deus, para serem julgados segundo suas obras, sejam elas boas ou más”.

O livro de mórmon ainda traz mais explanações sobre esse assunto o próprio senhor Jesus Cristo declarou em 3 Néfi 27:14-16: “E meu Pai enviou-me para que eu fosse levantado na cruz; e depois que eu fosse levantado na cruz, pudesse atrair a mim todos os homens, a fim de que, assim como fui levantado pelos homens, assim sejam os homens levantados pelo Pai, para comparecerem perante mim a fim de serem julgados por suas obras, sejam elas boas ou más. E por esta razão fui levantado; portanto, de acordo com o poder do Pai, atrairei todos os homens a mim para que sejam julgados segundo suas obras. E acontecerá que aquele que se arrepender e for batizado em meu nome, será satisfeito; e se perseverar até o fim, eis que eu o terei por inocente perante meu Pai no dia em que eu me levantar para julgar o mundo”.

Os versículos 25, 26 do mesmo capitulo dizem; “Pois eis que pelos livros que foram escritos e pelos que serão escritos este povo será julgado, pois é por eles que suas obras se tornarão conhecidas dos homens. E eis que todas as coisas são escritas pelo Pai; portanto o mundo será julgado segundo o que estiver escrito nos livros”.

A doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que haverá literalmente um julgamento final.

O último julgamento ou Juízo Final recebeu este nome porque os outros julgamentos já aconteceram anteriormente e esse novo, após nossa ressurreição será o ultimo.

Antes desta vida os espíritos dos filhos de Deus, que habitam com ele foram julgados dignos viverem nesta terra e viverem uma experiência mortal. Quando os membros da Igreja Mórmon estão prontos e totalmente preparados para fazerem determinados convênios como o do batismo, a sua fidelidade e dignidade assim como sua preparação são julgados através de uma entrevista com lideres da igreja, essa entrevista é conhecida como, entrevista batismal.

Após a morte, os nossos espíritos são objetos de uma decisão parcial e que são atribuídos a um ou outro espírito paraíso ou espírito prisão. Esta missão, porém, é apenas temporária e dura até a sentença definitiva.

Como vamos ser julgados?

A doutrina da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, ensina que os homens serão julgados por diferentes registros: registros, que foram mantidos em terra, a partir do livro da vida, que é o registro mantido no céu, e a partir de seus próprios atos.

Há um outro registro, que será utilizado para julgar-nos. O Apóstolo Paulo ensinou que nós próprios somos os mais completos registros de nossas vidas Como explicam as escrituras, em Romanos 2:15 diz: “Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”; E também em 2 Coríntios 3:1-3 diz: “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós?, Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração”.

Um líder Mórmon o Presidente John Taylor ensinou sobre esse principio: "O indivíduo, cada pessoa nessa terra, conta a história de si próprio, e é testemunha contra si mesmo... Esse registro que está escrito pelo próprio homem esta comprimido em sua própria mente e não há nada de que ele não se Recordará e ele não poderá mentir nesse dia e tudo será desenrolado diante de Deus e seus anjos, e aqueles que têm assento como juízes (Discursos do Presidente John Taylor)”.

Acima de tudo, podemos estar certos de que todas as decisões serão justas, porque a sentença não vem de um juiz e júri composto por simples mortais, mas a partir do Poderoso senhor e Juiz de todos os registros perfeitos de nossas vidas.

Na Bíblia no livro de Primeiro Samuel, o Senhor revelou ao profeta: “Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. O Senhor julgará Seus filhos, não só com base nas suas ações, mas também por seus pensamentos, e pelas suas intenções”.

Ainda na Bíblia no Novo Testamento em Hebreus 4:12 diz; “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

A doutrina Mórmon leva em conta que muitos milhões de pessoas que viveram nesta terra receberam pouco ou nenhum conhecimento sobre o plano de Jesus Cristo também chamado de Plano de Salvação. As pessoas serão julgadas também de acordo com os conhecimentos obtidos em suas vidas. No Livro de Mormon em Mosias 2:33 é ensinado;” Mas eis que há uma condenação decretada para o que se inclina a obedecer a esse espírito; porque o que se inclina a obedecer-lhe e permanece e morre em seus pecados, bebe condenação para a própria alma; porque recebe por salário um castigo eterno, havendo transgredido a lei de Deus contra seu próprio conhecimento”.

O Livro de Mórmon trás uma importante explanação sobre pecado e conhecimento a escritura se encontra em 2 Néfi 9:25,26 e ensina que; “Ele deu, portanto, uma lei; e onde nenhuma lei é dada não há castigo; e onde não há castigo não há condenação; e onde não há condenação as misericórdias do Santo de Israel têm poder sobre eles, por causa da expiação; porque são libertados pelo poder dele. Pois a expiação satisfaz as exigências de sua justiça sobre todos a quem não foi dada a lei, sendo assim libertados daquele horrível monstro, morte e inferno, e do diabo e do lago de fogo e enxofre que é tormento sem fim; e são restituídos àquele Deus que lhes deu alento, que é o Santo de Israel”.

Existem também Aqueles que morrem sem ter recebido um conhecimento da Expiação de Jesus Cristo durante sua mortalidade terá por isso será lhes o ensinado o evangelho de Jesus Cristo no mundo dos espíritos, em Doutrina e Convênios, um conjunto de escrituras da Igreja Mórmon é ensinado (Doutrina e Convênios 138:31-34); “E os mensageiros escolhidos foram anunciar o dia aceitável do Senhor e proclamar liberdade aos cativos que estavam presos, sim, a todos os que se arrependessem de seus pecados e recebessem o evangelho. Desse modo foi pregado o evangelho àqueles que haviam morrido em seus pecados, sem conhecimento da verdade ou em transgressão, tendo rejeitado os profetas”.

A esses foi ensinada a em Deus, o arrependimento do pecado, o batismo vicário para remissão de pecados, o Dom do Espírito Santo pela imposição de mãos. E todos os outros princípios do evangelho que precisavam saber a fim de qualificarem-se para ser julgados segundo os homens na carne, mas viver segundo Deus no espírito.

Ainda em Doutrina em Convênios (Doutrina e Convênios 76:73, 74) Diz; “E também aqueles que são os espíritos de homens mantidos na prisão, a quem o Filho visitou e pregou o evangelho para que fossem julgados segundo os homens na carne; Os que não receberam o testemunho de Jesus na carne, mas receberam-no depois”.

Quem é que vai julgar-nos?

No Novo Testamento em João, é explicado que o Pai Celestial delegou a responsabilidade da decisão para o Seu Filho Jesus Cristo, em João 5:22 diz; “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”.

"Porque Jesus é o Filho do Homem de Santidade a ele foi dado o poder de executar a sentença, sentar-se no trono, no grande e último dia, para julgar todos os homens diante da imortalidade" (Bruce R. McConkie).

Jesus Cristo ainda chamara outros para ajudá-lo em seu juízo. Os Doze Apóstolos originais serão chamados também pelo Salvador e julgarão as doze tribos de Israel, como é explicado em Mateus 19:28; “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”.

Os doze discípulos a quem Jesus Cristo chamou entre os Nefitas serão as pessoas que julgarão os povos Nefitas e Lamanitas. Joseph Smith detém as chaves da sentença para as pessoas que vivem na última dispensação dos tempos.

Qual é o propósito do Julgamento final?

O objetivo do julgamento final é a de atribuir aos indivíduos um reino de glória. "Vamos ser enviadas para um dos quatro lugares: o reino celestial (o mais alto grau de glória), o reino terrestre (o segundo grau), ou ainda reino telestial (o menor grau), ou na pior das hipóteses para as trevas exteriores (o reino de Lucifer o inimigo de Deus – esse não é um grau de glória). Este julgamento é o final, mas também é justo e misericordioso para com pessoas que procederam de varias maneiras. Cada um vai receber tanta felicidade e glória como as suas escolhas os permitiram”.

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