Tradução do Livro de Mórmon

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Em 22 de setembro de 1827, após quatro anos de preparação, Morôni entregou as placas de ouro ao Profeta Joseph e disse-lhe que iniciasse sua tradução. Emma Hale, com quem Joseph se casara no início do ano, acompanhou-o nessa ocasião e estava aguardando ao pé do Monte Cumora quando o marido voltou com as placas. Ela foi de grande ajuda para o Profeta e serviu como escrevente do Livro de Mórmon por um breve período.

Devido a sucessivos e grandes esforços de uma turba local para roubar as placas, Joseph e Emma foram forçados a abandonar sua casa em Manchester, no Estado de Nova York. Refugiaram-se na casa do pai de Emma, Isaac Hale, em Harmony, no Estado de Pensilvânia, cerca de 193 km a sudeste de Manchester. Nesse local, Joseph começou a traduzir as placas. Pouco depois, seu amigo Martin Harris, um fazendeiro bem-sucedido, juntou-se a ele e tornou-se seu escrevente.

Martin perguntou a Joseph se poderia levar 116 páginas do material traduzido para casa a fim de mostrá-las aos membros da sua família, numa tentativa de provar a validade do trabalho que estavam fazendo. Joseph pediu permissão ao Senhor, mas a resposta foi “não”. Martin implorou a Joseph que pedisse outra vez, o que ele fez relutantemente mais duas vezes, quando finalmente recebeu a permissão. Martin prometeu mostrar o manuscrito apenas a certas pessoas, mas quebrou a promessa e as páginas do manuscrito foram roubadas. Joseph ficou inconsolável, pois pensou que todos os seus esforços de servir ao Senhor tivessem sido vãos, e gritou: “O que farei? Eu pequei – fui eu quem tentou a ira de Deus. Eu devia ter ficado satisfeito com a primeira resposta que recebi do Senhor”.

Joseph arrependeu-se sinceramente e, após um breve períodono qual as placas e o Urim e Tumim lhe foram tirados, o Senhor perdoou-o e Joseph retomou a tradução. O Senhor instruiu-o a não retraduzir o material perdido, que continha uma história secular. Em vez disso, Joseph deveria traduzir outras placas preparadas pelo profeta Néfi, que cobriam o mesmo período de tempo mas que continham profecias mais importantes a respeito de Cristo, bem como outros relatos sagrados. O Senhor previra a perda das 116 páginas e inspirara Néfi a preparar essa segunda história. (Ver 1 Néfi 9: D&C 10:38-45; ver também D&C 3 e 10, que foram recebidas durante esse período.)

Nessa época, Joseph foi abençoado com a ajuda de Oliver Cowdery, um jovem professor primário que o Senhor guiou até a casa de Joseph. Oliver começou a escrever em 7 de abril de 1829. Sobre esse período importante, comentou: “Esses foram dias inolvidáveis – estar sentado ouvindo o som de uma voz ditada pela inspiração do céu despertou a mais profunda gratidão neste peito!” (JS 2:71, nota de rodapé.)

Oliver também declarou: “Este livro é verdadeiro ( . . . ) eu próprio o escrevi conforme saía dos lábios do Profeta. Ele contém o evangelho eterno e cumpre as revelações de João, onde lemos que ele viu um anjo trazendo o evangelho eterno para o proclamar a toda nação, tribo língua e povo. Este livro contém princípios de salvação. E, se andarem por sua luz e obedecerem a seus preceitos, serão salvos no reino eterno de Deus”.

Em meio ao trabalho de tradução, Joseph e Oliver perceberam que, devido a sua total dedicação à tarefa, haviam ficado sem comida e sem dinheiro; faltava-lhes até mesmo material para continuar a tradução. Ao ter conhecimento da difícil situação, Joseph Knight Sênior, ex-patrão do Profeta e seu amigo, resolveu ajudá-los. Ele descreveu da seguinte forma seu auxílio tão oportuno:

“Comprei um barril de peixe em conserva e um pouco de papel pautado para escrita. ( . . . ) Comprei cerca de nove ou dez sacas de cereais e cinco ou seis de batatas.” Joseph Knight Sênior visitou os dois homens em Harmony e contou que “Joseph e Oliver tinham saído para ver se conseguiam algum trabalho em troca de mantimentos, mas nada encontraram. Voltaram para casa e encontraram-me com os alimentos, o que os deixou contentes, pois não tinham mais nada para comer. ( . . . ) Retomaram, então, o trabalho e tiveram alimento suficiente até o fim da tradução”.

Não é de admirar que o Profeta tenha assim falado sobre esse homem justo: “Enquanto existir um filho de Sião, dir-se-á que ele foi um homem fiel em Israel; portanto seu nome jamais será esquecido”.4

Devido a uma perseguição crescente, Joseph e Oliver partiram de Harmony e terminaram a tradução na fazenda de Peter Whitmer, em Fayette, Estado de Nova York, durante o mês de junho de 1829. Terminar esse trabalho em meio a tantas provações foi, sem dúvida, um milagre de nossos dias. Joseph Smith, que tinha pouca escolaridade, ditou a tradução em pouco mais de dois meses de trabalho e foram feitas pouquíssimas correções. O texto do livro continua hoje essencialmente o mesmo da tradução que ele fez e tem sido a fonte do testemunho de milhões de pessoas em todo o mundo. Joseph Smith foi um vigoroso instrumento nas mãos do Senhor para a revelação das palavras dos profetas antigos, que abençoam os santos nos últimos dias.

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