Joseph Smith e o Livro de Abraao

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No início de 1842, aproximadamente na mesma época em que Joseph Smith escreveu sua carta a John Wentworth, o Profeta estava bastante ata-refado com a "tradução dos Registros de Abraão".

Esses registros haviam sido adquiridos em 1835, quando a Igreja comprou vários rolos de antigos papiros egípcios de Michael Chandler. Joseph e seus escreventes fizeram algumas investigações preliminares a respeito deles, mas seu trabalho no Templo de Kirtland e as subseqüentes apostasias e perseguições impediram-nos de continuar esse trabalho em Ohio ou Missouri. Por fim, na primavera de 1842, o Profeta conseguiu dedicar-se à tarefa por várias semanas, sem ser interrompido.

O Élder Wilford Woodruff, que ficou sabendo nos conselhos de liderança que o Profeta estava traduzindo parte do conteúdo dos papiros, escreveu em seu diário seus sentimentos a respeito do trabalho do Profeta: "Ver-dadeiramente o Senhor ergueu Joseph, o vidente e hoje cobriu-o com seu imenso poder, sabedoria e conhecimento. O Senhor está abençoando Joseph com o poder de revelar os mistérios do reino de Deus; para traduzir, por meio do Urim e Tumim, os registros antigos e hieróglifos tão velhos quanto Abraão ou Adão, o que faz com que nosso coração arda dentro de nós, ao vermos suas gloriosas verdades abrirem-se diante de nós" .

Extratos do Livro de Abraão apareceram pela primeira vez no Times and Seasons e no Millennial Star no verão de 1842. Joseph Smith indicou que mais seria revelado posteriormente, mas não pôde continuar a tradução depois de 1842. O que a Igreja recebeu, cinco capítulos do livro de Abraão, em Pérola de Grande Valor era apenas uma parte do registro original.

Em 1967, onze fragmentos do papiro de Joseph Smith foram redescobertos pelo Doutor Aziz S. Atiya, no Metropolitan Museum of Art de Nova York.

Os estudos confirmaram que se tratam de textos funerários do Egito, do tipo que normalmente eram enterrados junto com pessoas da realeza e da nobreza, destinando-se a guiá-los em suas jornadas eternas. Isso renovou a questão da relação entre os registros e o livro de Abraão. Joseph Smith não explicou o método pelo qual traduziu o livro de Abraão, assim como nunca explicou plenamente o método de tradução do Livro de Livro de Mormon. Não obstante, assim como o Livro de Mórmon, o livro de Abraão é sua própria evidência e foi-nos dado pelo dom e poder de Deus.

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