Igreja primitiva
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Quando vivia na mortalidade e ministrava em Israel, o Senhor Jesus Cristo restaurou o evangelho e o sacerdócio maior e organizou uma igreja com o "fundamento dos apóstolos e profetas" com ensinado em Efésio 2:20: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;”, para que Seu trabalho fosse continuado depois que Ele partisse.
O Salvador passou grande parte de Seu ministério instruindo exclusivamente os Apóstolos e deu-lhes a autoridade e as chaves para continuarem Sua obra após Sua morte. Escolheu Pedro, Tiago e João para serem os Apóstolos presidentes. Ao ascender aos céus, deu aos Apóstolos a missão de levarem a mensagem da salvação ao mundo inteiro.
A Igreja era pequena quando os Apóstolos assumiram sua direção. Pouco mais de uma semana após a ascensão do Salvador, o Espírito Santo manifestou-se profusamente no Dia de Pentecostes, no momento em que os Apóstolos ensinavam o evangelho e prestavam testemunho da veracidade da ressurreição do Senhor. Nessa ocasião, três mil pessoas foram batizadas na Igreja. Os Apóstolos continuaram a ministrar com poder e autoridade, vindo a converter milhares de pessoas. Até aquela época, o evangelho havia sido pregado somente à casa de Israel. Certo dia, porém, ao orar no terraço de uma casa em Jope, Pedro teve uma visão por meio da qual soube que Deus não fazia acepção de pessoas, que nenhum grupo devia ser considerado imundo e que o evangelho deveria ser levado aos gentios, assim como aos judeus.
A conversão de Saulo de Tarso, algum tempo depois, foi muito importante para o crescimento da Igreja. Saulo, que havia perseguido os primeiros crentes, viu o Salvador em meio a um resplendor de luz, no caminho para Damasco. "Eu sou Jesus, a quem tu persegues", em Atos 9:5 Lemos “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhöes.”, proclamou o Senhor ressurreto ao fariseu ferido. Saulo, o agente do Sinédrio, tornou-se Paulo, o defensor da Fé , um "vaso escolhido", em Atos 9:15 diz: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel”; Para proclamar o nome de Cristo perante gentios e reis.
Nos trinta anos que se seguiram, esse intrépido Apóstolo, juntamente com muitos outros discípulos dedicados que o acompanharam, difundiu a mensagem do evangelho e estabeleceu ramos da Igreja em grande parte do Império Romano. Com o crescimento da Igreja e a multiplicação dos ramos, foram chamados anciões (élderes), bispos, diáconos, sacerdotes, mestres e evangelistas (patriarcas), que receberam a devida autoridade dos Apóstolos.
A Grande Apostasia
Enquanto os Apóstolos e outros missionários trabalhavam corajosamente para estabelecer o reino de Deus na Terra, as sementes da apostasia já estavam germinando dentro da Igreja. Pedro escreveu que havia falsos mestres entre o povo e que outros mais viriam, os quais "introduziriam encobertamente heresias de perdição, e negariam o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição". Em II Pedro 2:1 diz: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.”
Pedro também predisse que "muitos seguiriam as suas dissoluções". De modo semelhante, Paulo testificou que dente a congregação dos crentes “se levantariam homens que falariam coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”, conforme ensinado em Atos 20:30 “E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.”
A apostasia interna e a incredulidade, porém, não foram os únicos problemas enfrentados pelos primeiros missionários. Embora Roma geralmente permitisse que seus súditos gozassem de liberdade cultural e religiosa, de tempos em tempos ocorreram períodos em que os cristãos foram severamente perseguidos, dificultando a adoração pública e a divulgação das "boas novas" do evangelho.
Obviamente, nessas ocasiões, os líderes da Igreja foram especialmente visados, sendo presos e mortos. A primeira perseguição romana importante ocorreu no reinado de Nero, que culpou os cristãos pelo incêndio de Roma, em 64 d.C. Segundo a tradição, o Apóstolo Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, e o Apóstolo Paulo, mais tarde, foi decapitado por ordem do imperador, em 67 - 68 d.C.
A princípio, os Apóstolos deram continuidade ao ofício apostólico.Matias, por exemplo, que não estava entre os primeiros Doze, foi chamado como Apóstolo. No entanto, pelo espírito de profecia, os líderes da Igreja perceberam que a apostasia era não apenas inevitável, mas iminente. Depois que os Apóstolos foram mortos, cessou a revelação que guiava a igreja do Senhor, bem como a autoridade para dirigi-Ia.
Os anos subseqüentes à morte dos Apóstolos fornecem ampla evidência de que a igreja de Cristo deixou de existir, conforme fora predito. Os princípios do evangelho foram corrompidos pela associação com as filosofias pagãs predominantes. A perda do Santo Espírito tornou-se evidente pelo gradual desaparecimento dos dons espirituais. Houve modificações na organização e no governo da igreja, e as ordenanças essenciais do evangelho foram alteradas.
De acordo com o Presidente Joseph Fielding Smith, as conseqüências da apostasia foram devastadoras: "Satanás em sua fúria impeliu a Igreja para o deserto, ou seja, para fora da Terra; o poder do sacerdócio foi tirado dos homens. Depois que a Igreja, com sua autoridade e dons, desapareceu da face da Terra, a serpente em sua ira continuou a guerrear contra todos aqueles que tinham fé, que procuravam obter o testemunho de Cristo e desejavam adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. O sucesso de Satanás foi tão grande que seu domínio se estendeu por todo o mundo".
A Longa noite das Trevas.
A decadência da Igreja não ocorreu de um dia para o outro. Acelerada pela morte dos Apóstolos, ocorrida na segunda metade do primeiro século, a apostasia foi-se acentuando gradativamente nos anos seguintes. Por volta do século IV, já quase não restava traços da Igreja de Jesus Cristo, e aproximava-se rapidamente a "era das trevas".
Sem a presença dos Apóstolos, os líderes locais da igreja foram aos poucos assumindo mais autoridade. Os bispos determinavam as normas e doutrinas para seus domínios, alegando serem os legítimos sucessores dos Apóstolos. Aos poucos, alguns bispos das cidades mais importantes, como Roma, Alexandria, Jerusalém e Antióquia, passaram a ter autoridade suprema em suas respectivas regiões. Surgiu uma grande diversidade de práticas e dogmas, à medida que os líderes da igreja deixaram de fundamentar-se na revelação, passando a apoiar-se na lógica e na retórica. "A acomodação da verdade ao erro e a assimilação das filosofias dos homens ao evangelho de Cristo produziram uma nova religião, que combinava de modo agradável o cristianismo do Novo Testamento, as tradições judaicas, a filosofia grega, o paganismo greco-romano e as religiões místicas".
Com o progresso e expansão da igreja cristã, o governo romano deixou de ser tolerante, passando a persegui-Ia. Isso ocorreu em parte porque o cristianismo surgia como um grupo separado e distinto do judaísmo, que alcançara privilégios especiais sob a lei romana. Os cristãos eram considerados anti-sociais por recusarem-se a exercer cargos políticos, servir no exército, utilizar os tribunais civis e participar de festivais públicos. Foram chamados de ateus por não haver lugar no monoteísmo cristão para os deuses romanos ou para um imperador deificado. Por esses motivos, e provavelmente outros, os romanos perseguiram a igreja de tempos em tempos, até o reinado de Diocleciano (284 - 305 d.C). Diocleciano ordenou a destruição de tudo que não fosse pagão, classificando-o de não-romano. Igrejas foram destruídas, escrituras foram queimadas e os cristãos, torturados e sacrificados. Num édito de 306, ordenou-se que a perseguição fosse estendida a todo o império.
Era provavelmente inevitável que o império romano acabasse sendo forçado a revogar sua legislação anticristã. A Igreja continuava a crescer, e a frágil condição do império exigia união e não desarmonia. Em 312 d.C, na ponte de Mílvia, Constantino adotou o símbolo da cruz ao enfrentar e derrotar seu oponente Maxêncio. No ano seguinte, em Milão, Constantino promulgou seu famoso Édito de Tolerância, que concedia a todas as pessoas o direito de adorar como desejassem, anulando as medidas que visavam a supressão do cristianismo.
O próprio Constantino não se tornou cristão até estar no leito de morte, mas ao aceitar e apoiar o cristianismo, fez da igreja uma aliada dos interesses do império. A premente necessidade de fortalecer a unidade do império romano motivou o interesse de Constantino pelas disputas teológicas da igreja. Para resolver a questão da natureza da Trindade, a interferência de Constantino foi de importância vital para que se convocasse o Concílio de Nicéia, o primeiro dos grandes concílios ecumênicos, realizado em uma cidade ao sul da capital, em 325 d.C. O Credo deliberado pelo concílio, com a aprovação do imperador, é um exemplo clássico de como se instaura a apostasia quando a racionalização e o autoritarismo tomam o lugar da revelação.
À medida que conflitos semelhantes foram sendo resolvidos nos séculos seguintes, desenvolveu-se uma forte aliança entre o estado e a igreja, garantindo uma progressiva influência secular nas doutrinas e práticas da igreja.
Na época em que os bárbaros começaram a invadir a Europa Ocidental, no século V, muitas das tribos germânicas já haviam entrado em contato com os vários tipos de missionários cristãos existentes. Por esse motivo, adaptaram-se rapidamente à cultura romana e ao catolicismo. O saque de Roma, em 410 d.C, contudo, foi um sinal evidente da vulnerabilidade do império. As hordas de godos, vândalos e hunos que cruzaram as fronteiras imperiais destruíram a unidade do ocidente, dando início ao aparecimento de vários estados independentes.
Os líderes políticos locais passaram a exercer maior influência sobre a igreja em suas áreas, em detrimento de Roma. Nos séculos seguintes, as igrejas dos vários países europeus em desenvolvimento tornaram-se, na verdade, feudos ou estados dominados por senhores feudais. A cultura, a educação e a moral entraram em decadência. Esse foi o início da era que, na história, muitas vezes é chamada de Idade das Trevas.
O Renascimento e a Reforma.
No século XIV, renovou-se o interesse pela cultura greco-romana clássica, fazendo florescer a literatura, as ciências e as artes. Esse foi de fato um período de "renascimento" ou "renascença", no qual os homens adquiriram maior confiança em si mesmos e começaram a experimentar novas maneiras de explorar o meio ambiente. Os artistas abandonaram o misticismo sombrio, passando a utilizar novas técnicas na escultura, arte e literatura. Foi uma era naturalista, na qual as ciências e as artes foram utilizadas para o enaltecimento do corpo humano e a construção de imensas catedrais.
A humanidade parecia estar-se libertando dos velhos costumes. A pólvora revolucionou a arte da guerra; a bússola abriu novos horizontes para as viagens e explorações; o comércio estendeu-se ao longínquo oriente, e o hemisfério ocidental foi descoberto. No século Xv, a imprensa com tipos móveis foi extraordinariamente aperfeiçoada, e todo o ramo da impressão tomou novo impulso. Tudo isso, sem dúvida alguma, influenciou diretamente a criação das universidades e a difusão de novos conhecimentos.
O renascimento foi também uma época de mudanças espirituais. Na busca do passado clássico, a humanidade tomou contato com os escritos dos líderes da igreja primitiva e cópias das escrituras em hebraico e grego. Os estudiosos do renascimento começaram a fazer com que as pessoas comuns tivessem acesso a essas obras. Tomando conhecimento da simplicidade da igreja primitiva, em contraste com o ritualismo e complexidade do cristianismo medieval, muitos "redescobriram" sua fé original.
Essas pessoas fundaram ou filiaram-se a novas ordens religiosas, como os franciscanos e dominicanos, e também iniciaram movimentos heréticos, como os albigenses e valdenses. De certa forma, o renascimento abriu caminho para a reforma protestante, que destruiu de vez a unidade do cristianismo.
O mais famoso dos reformadores foi Martinho Lutero, nascido em Eisleben, Saxônia, no dia 10 de novembro de 1483. Aos dezoito anos, foi enviado pelo pai, Hans Lutero, para Erfurt, a fim de preparar-se para a carreira de advogado. Em 1505, porém, abandonou os estudos para entrar no mosteiro da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Em 1508, foi enviado a Wittenberg a fim de aprofundar-se nos estudos de teologia e dar palestras sobre a filosofia de Aristóteles. Desde a juventude, parecia atormentado pela enorme discrepância existente entre as doutrinas e ensinamentos das escrituras e as práticas do catolicismo.
Durante uma viagem a Roma, em 1510, ficou chocado com a corrupção do clero e a apatia religiosa das pessoas. Isso contribuiu muito para desfazer sua veneração pelo papa e deu-lhe razões para desafiar sua autoridade. O estudo profundo que Lutero fez da Bíblia firmou-lhe a posição doutrinária que viria mais tarde a caracterizar o movimento da reforma: os homens são justificados unicamente pela fé (Romanos 3:28) e não por suas boas obras.
O principal motivo da franca oposição de Lutero contra a Igreja de Roma foi a venda de indulgências por agentes do Papa Leão X. Essas indulgências estavam sendo vendidas para reembolsar a Alberto de Mainz os gastos efetuados na compra do título de arcebispo de Mainz e dar continuidade às obras da basílica de São Pedro. A compra das indulgências concedia às pessoas a remissão dos pecados e da punição no purgatório e a completa remissão de todos os pecados de pessoas já falecidas. No dia 31 de outubro de 1517, Lutero pregou suas noventa e cinco teses na porta da igreja de Wittenberg, com as quais desafiava a igreja a um debate sobre a eficácia das indulgências, a ser realizado durante a missa.
Suas teses foram originalmente escritas para promover o debate entre os estudiosos, mas as pessoas logo transformaram Lutero em defensor e herói do povo. Lutero apresentou sua defesa perante prelados e estudiosos, e foi ouvido pela Dieta (assembléia) de Worms, em 1521. Nessa época, seu movimento deixara de ser meramente religioso, tornando-se político, passando a ameaçar a união do sacro império romano.
Quando exigiram que Lutero abandonasse seu movimento, ele declarou destemidamente: "A menos que eu seja contestado pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos convincentes; pois não acredito no Papa nem nos concílios, tendo em vista seus erros e contradições freqüentes - estou convicto das passagens das Escrituras que citei, e minha consciência está comprometida com a palavra de Deus. Não posso e não irei retirar nada do que disse, pois considero incerto e arriscado agir contra a própria consciência".
A resistência de Lutero fez com que fosse excomungado da igreja e banido do império, que o declarou fora-da-lei. Lutero foi protegido por príncipes alemães que aprovavam suas idéias e desejavam maior autonomia política em relação a Roma. Essa proteção possibilitou-lhe iniciar a tradução da Bíblia para o alemão. Sua tradução foi de enorme importância para toda a Europa, pois foi a primeira em língua comum, não baseada na vulgata latina de Jerônimo.
As novas formas de adoração e as inovações doutrinárias defendidas por Lutero foram sendo gradativamente adotadas por muitos dos estados alemães. Quando ficou evidente que a igreja católica não se submeteria a uma reforma, os seguidores de Lutero fundaram a igreja luterana. O luteranismo tornou-se a religião de muitos dos estados alemães centrais e do norte, mas nunca conseguiu conquistar a Bavária e os estados do leste. Estendeu-se, porém, para o norte, chegando à Escandinávia e depois à Islândia. Apesar de não ser possível afirmar que Lutero tenha garantido a liberdade religiosa na Europa, a força de seu movimento ao menos criou uma sociedade diversificada, na qual outros grupos religiosos podiam pleitear aceitação.
Embora Lutero tenha sido o mais famoso dos reformadores, não foi o primeiro. Um século e meio antes, no século XlV, John Wycliffe, da Inglaterra, denunciou a corrupção e os abusos praticados pela igreja Católica e condenou o Papa como anti-cristo. Wycliffe traduziu as escrituras e distribuiu-as entre as pessoas comuns.
Foi severamente criticado pela igreja, mas seus ensinamentos foram amplamente aceitos por seus conterrâneos. Por esse motivo, quando Lutero e outros reformadores do continente começaram seu movimento, muitos ingleses aprovaram sua causa.
Na Inglaterra, a reforma ocorreu de modo diferente do de outros países. O rei Henrique VIII, que não aceitava o movimento de Lutero, declarou que o Papa não tinha autoridade para negar-lhe o direito de divorciar-se de sua esposa. Na disputa que se seguiu, o rei rejeitou a autoridade do Papa e acabou sendo excomungado em 1533. Henrique então fundou a igreja anglicana.
Os dois maiores reformadores da Suíça foram Ulrich Zwingli e João Calvino. Zwingli convenceu os cidadãos de Zurique de que a Bíblia deveria ser o único padrão da verdade religiosa. Com base nesse padrão, Zwingli rejeitou a vida monástica, o celibato, a missa e outras práticas católicas.
João Calvino foi ainda mais influente. Tentou criar, em Genebra, uma cidade santa nos moldes bíblicos. Aos poucos, o calvinismo tornou-se a religião predominante em muitas partes da Suíça, e espalhou-se para a França, Inglaterra, Escócia, Holanda e até mesmo, em menor escala, para a Alemanha. John Knox, um dos primeiros conversos de Calvino, ajudou a refinar e ampliar seus ensinamentos.
Os peregrinos e puritanos, dois rígidos grupos calvinistas, viajaram para o Novo Mundo e tiveram grande influência nos ideais americanos. Algumas doutrinas básicas do calvinismo bastante difundidas na América incluem, por exemplo, a soberania absoluta de Deus, a eleição do homem pela graça, o conceito de que os membros salvos da igreja seriam instrumentos nas mãos de Deus para a redenção de outros e o conceito de que a igreja deveria ser “a luz do mundo" para influenciar os destinos da humanidade.
Os Santos dos Últimos Dias acreditam que o trabalho realizado por esses reformadores preparou o caminho para a restauração do evangelho. O Presidente Joseph Fielding Smith escreveu: "Ao preparar o caminho para essa restauração, o Senhor levantou homens nobres, tais como Lutero, Calvino, Knox e outros que chamamos de reformadores, dando-Ihes poder para quebrar os grilhões que prendiam o povo e lhe negavam o direito de adorar a Deus de acordo com os ditames da própria consciência.
Os santos dos últimos dias reverenciam esses grandes e destemidos reformadores que romperam os grilhões que cerceavam a liberdade do mundo religioso. Foram homens protegidos pelo Senhor nessa missão repleta de perigos. Em sua época, porém, não havia ainda chegado o tempo para a restauração da plenitude do Evangelho. A obra dos reformadores foi de extrema importância, mas foi apenas um trabalho preparatório.