Historia de Joseph Smith

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Os Antepassados Paternos de Joseph Smith

Um estudo dos antepassados de Joseph Smith mostra que sua família possuía importantes traços de caráter que se perpetuaram nele. Joseph Smith desenvolveu fortes laços familiares, aprendeu a trabalhar arduamente, a pensar por si mesmo, a servir o próximo e a amar a liberdade. Ele relembra: "O amor à liberdade foi-me infundido na alma por meus avós enquanto me embalavam no colo".

Apesar de nem sempre terem sido filiados a uma igreja, várias gerações de seus antepassados procuraram seguir bons princípios religiosos, e houve quem predissesse que um importante líder espiritual surgiria dentre seus descendentes.

Cercado por uma cadeia de montanhas, a aproximadamente trinta quilômetros ao norte de Boston, Massachusetts, encontra-se o pequeno município de Topsfield, onde viveram muitos dos antepassados do Profeta. Cinco gerações da família Smith moraram em Topsfield. A primeira delas foi a do trisavô de Joseph Smith, Robert Smith, que emigrou de Topsfield, Inglaterra, para Boston em 1638, ainda adolescente. Robert casou-se com Mary French. Depois de passarem uma curta temporada próximo a Rowley, estabeleceram-se em Topsfield, Massachusetts. Tiveram dez filhos. Quando Robert faleceu, em 1693, deixou um espólio avaliado em 189 libras, uma quantia relativamente grande para a época. Samuel Smith, filho de Robert e Mary, nasceu em 1666. Nos registros da cidade e do condado, ele é descrito como sendo um "cavalheiro" e aparentemente exerceu cargo público. Casou-se com Rebecca Curtis, com quem teve nove filhos.

O primeiro filho de Samuel e Rebecca nasceu em 1714. Samuel Jr. foi um renomado líder comunitário e apoiou a Guerra da Independência Americana. Lê-se em seu obituário: "Foi amigo sincero dos libertadores deste país e incansável defensor das doutrinas do cristianismo".

Samuel Jr. casou-se com Priscilla Gould, que era descendente do fundador de Topsfield. Priscilla faleceu após dar à luz cinco filhos, e Samuel casou-se com a prima dela, que também se chamava Priscilla. Ela não teve filhos, mas criou os filhos da primeira esposa de Samuel, incluindo o avô de Joseph Smith, Asael, que nasceu em 1744.

Asael era filiado à religião predominante da Nova Inglaterra, os congregacionistas, mas acabou perdendo a em todas as religiões organizadas. Achava que os ensinamentos das igrejas estabelecidas não se conciliavam com as escrituras e o bom senso.

Aos vinte e três anos de idade, casou-se com Mary Duty, de Rowley, Massachusetts. Com muito sacrifício, Asael mudou-se com a família de Derryfield, New Hampshire, de volta para Topsfield, onde trabalhou por cinco anos a fim de liquidar dívidas que o pai não conseguira saldar antes de morrer.

A família Smith permaneceu em Topsfield até 1791, quando Asael, Mary e seus onze filhos mudaram-se por algum tempo para Ipswich, Massachusetts, e depois para Tunbridge, Vermont, em busca de terras virgens e baratas. Em Tunbridge, Asael continuou a trabalhar para a comunidade e nos trinta anos em que lá morou ocupou quase todos os cargos públicos existentes.

A filosofia de Asael coincidia com a dos universalistas, que acreditavam em Jesus Cristo como um deus de amor que salvaria todos os Seus filhos. Da mesma forma que todos os universalistas, Asael preferia a idéia de um deus que estivesse mais interessado na salvação em vez da destruição da humanidade. Ele acreditava na vida após a morte.

Em uma mensagem enviada à família, ele escreveu: "A alma é imortal. Tudo o que fizerem para Deus façam-no de maneira séria. Quando pensarem Nele, falarem Dele, orarem para Ele ou voltarem-se de qualquer outra maneira para Sua grandiosa majestade, façam-no com sinceridade de coração. Quanto à religião, estudem sua natureza e verifiquem se ela é composta de meras formalidades externas ou se aborda o coração oculto do homem. Tenho certeza absoluta de que Cristo, meu Salvador, é perfeito e nunca me desapontará. A Ele confio suas almas, corpos, condições, nomes, virtudes, vida, morte e tudo o mais; e a mim mesmo, esperando a ocasião em que Ele irá transformar este meu corpo desprezível e torná-lo semelhante a Seu glorioso corpo".

Asael Smith predisse também que "Deus levantaria um ramo de sua família que seria de grande benefício à humanidade". Muitos anos mais tarde, ao receber de seu filho, Joseph Smith Sênior, um exemplar recém¬ impresso do Livro de Mormon, Asael mostrou-se extremamente interessado. George Albert Smith escreveu: "Meu avô Asael acreditou plenamente no Livro de Mórmon e leu-o quase de capa a capa".5 Asael morreu no outono de 1830, com a certeza de que o neto Joseph era o profeta tão esperado que dera início a uma nova era religiosa.

Mary Duty viveu seis anos mais que o marido. Em 1836, Mary empreendeu uma árdua viagem de 800 quilômetros para reunir-se com seus descendentes que haviam mudado para Kirtland, Ohio. Elias Smith, um dos netos, estava presente quando ela se encontrou com os filhos e netos. "0 encontro da avó com o neto profeta e seu irmão foi uma experiência comovente; Joseph abençoou-a e disse-lhe que era a mulher mais honrada da Terra." Mary aceitou plenamente o testemunho do neto e tinha a firme intenção de ser batizada. Infelizmente, devido a sua idade e condições de saúde, o batismo não pôde ser realizado. Mary morreu em 27 de maio de 1836, apenas dez dias após sua chegada a Kirtland.


Os Antepassados Maternos de Joseph Smith

Sabe-se relativamente pouco sobre a família Mack, da qual descendia Lucy Mack, mãe de Joseph. John Mack nasceu em Inverness, Escócia e descendia de uma linhagem de ministros religiosos. Chegou à Nova Inglaterra em 1669 e morou vários anos em Salisbury, Massachusetts. Mudou-se com a esposa para Lyme, Connecticut, em 1696. Seu oitavo filho, Ebenezer, casou-se com Hannah Huntley e, durante algum tempo, prosperaram na fazenda da família Mack. Essa prosperidade, contudo, foi efêmera, de modo que Solomon, nascido em 1732, teve que empregar-se como aprendiz numa fazenda vizinha, em Lyme, com apenas quatro anos de idade. Solomon relata: "Meu patrão tratava-me como se eu fosse propriedade sua, e não um ser humano igual a ele". Solomon continuou como aprendiz até os 21 anos, mas o patrão nunca lhe ensinou nada sobre religião ou conversou com ele a esse respeito.

Por quase todo o restante de sua vida, Solomon procurou adquirir a segurança que não tivera na juventude. Terminado seu período de aprendizado, alistou-se para servir na guerra contra os índios e franceses. Nos anos subseqüentes, trabalhou como mercador, negociante de terras, comandante de navio mercante, moleiro e fazendeiro. Apesar de se esforçar¬ bastante, não teve muito sucesso, sendo vítima de acidentes, dificuldades e problemas financeiros.

Esse animado aventureiro teve um pouco mais de sorte em 1759. Após breve noivado, casou-se com Lydia Gates, uma professora culta e bem educada, que era a filha mais velha do respeitado e bem-sucedido diácono da igreja congregacional, Daniel Gates. Lydia tinha sido congregacionista ativa desde a juventude. Embora Lydia e Solomon tivessem formação bastante diferente, seu casamento foi muito sólido. Lydia encarregou-se da educação secular e religiosa dos oito filhos. Provavelmente ensinou o marido a ler e a escrever junto com os filhos. Solomon achava que Lydia não somente possuía "0 refinamento da cultura, mas também aquela jóia inestimável que, numa esposa e mãe de família, é realmente uma pérola de grande valor, ou seja, um caráter piedoso e devoto".

Logo após o casamento, Solomon adquiriu duzentos e quarenta hectares de terras virgens ao norte de Nova York. Um ferimento na perna o impediu de limpar o terreno conforme estipulava o contrato, e acabou perdendo a propriedade. Em 1761, Solomon e Lydia estabeleceram-se com dois filhos pequenos em Marlow, New Hampshire. Permaneceram ali por dez anos e tiveram mais quatro filhos. Em 1771 a família Mack mudou-se para Gilsum, New Hampshire, onde nasceram mais dois filhos. Lucy, a caçula, viria a tornar-se mãe do Profeta Joseph Smith.

Durante a Guerra da Independência Americana, Solomon alistou-se em um batalhão de artilharia, mas logo ficou doente e foi mandado para casa a fim de recuperar-se. Provavelmente teria ficado mais seguro permanecendo com sua unidade, pois, em rápida sucessão, acabou debaixo de uma árvore abatida, machucou-se em uma roda d'água e foi atingido por um galho de árvore, chegando a ficar inconsciente. O último acidente foi particularmente grave, porque depois disso passou a sofrer períodos de perda de consciência aos quais ele dava o nome de "acessos".

Mas Solomon Mack não conseguiu ficar muito tempo afastado da aventura. Acompanhado de seus filhos adolescentes, Jason e Stephen, alistou-se como marujo em um navio corsário americano.

Após quatro anos de serviço, enfrentando diversas calamidades, inclusive um furacão, um naufrágio e diversas enfermidades, os três voltaram para casa com as mãos abanando. Solomon encontrou Lydia e os filhos sem terem onde morar, pois haviam sido vítimas de fraude e perderam sua propriedade. "Tanto fazia estar vivo ou morto", escreveu ele sobre essa época. O desânimo, contudo, foi apenas temporário, pois com muito trabalho conseguiu novamente prover o sustento a família.

Solomon Mack nunca tinha sido um homem declaradamente religioso, apesar de acreditar em Deus e ter um bom coração. Não era muito inclinado a ler as escrituras ou a freqüentar uma igreja, mas em 1810 foi forçado pelo reumatismo a rever seus valores. "Depois disso, decidi não mais perseguir ilusões, mas devotar minha vida ao serviço de Deus e de minha família." Naquele inverno, leu a Bíblia e orou fervorosamente, encontrando por fim a paz que procurava para sua alma e mente. Até sua morte, em 1820, Solomon passou grande parte de seu tempo relatando sua conversão a outras pessoas e aconselhando-as a servir o Senhor. Escreveu uma autobiografia na esperança de ajudar outras pessoas a não ficarem obcecadas pela aquisição de bens materiais como havia acontecido com ele. Compartilhou vigorosamente essa convicção com seus netos, entre os quais estava o jovem Joseph Smith Jr .. Solomon faleceu três semanas antes de completar oitenta e oito anos, vários meses depois da notável visão que seu neto teve do Pai e do Filho, da qual Solomon provavelmente não chegou a ficar sabendo.

Durante os anos de infortúnio e aventura de Solomon, sua esposa, Lydia Gates, proporcionou estabilidade e orientação para os filhos. Todos eles, particularmente Lucy, a caçula, demonstraram que essa influência foi muito importante em sua vida. Lucy atribui à mãe "toda a educação religiosa bem como a maior parte das oportunidades educacionais que tive na vida".

Lucy, apesar de ser inteligente e positiva e ter sido criada em um ambiente religioso, não teve grandes experiências espirituais até os dezenove anos de idade. Questionava-se sobre o significado da vida e logo concluiu que precisaria mudar sua atitude sombria. Para evitar ser considerada mundana, decidiu filíar-se a uma igreja, mas ficou desapontada com as diferenças de opinião entre os vários ministros religiosos. Perguntou-se: "Como posso decidir sobre uma questão tão importante como essa, se nenhuma das igrejas se parece com a Igreja de Cristo que existia antigamente!"

Lucy não encontrou resposta satisfatória para seu dilema espiritual. Aparentemente convencida de que as igrejas existentes não poderiam satisfazer suas necessidades, decidiu deixar temporariamente de lado a procura de uma igreja, e sua ansiedade foi aos poucos desaparecendo. Em menos de dois anos, conheceu Joseph Smith Sênior e casou-se com ele. Mal fazia idéia de que daquela união nasceria um filho profeta que ofereceria consolo e orientação a todos que, da mesma forma que Lucy, procurava encontrar a Igreja de Jesus Cristo.

Os Pais de Joseph Smith

Lucy Mack conheceu Joseph Smith Sênior quando visitava o irmão dela, Stephen, em Tunbridge, Vermont. Joseph tinha vinte e cinco anos, mais de 1,80 m de altura e um corpo vigoroso como o de seu pai, Asael. Depois do casamento, em 24 de janeiro de 1796, passaram a morar em uma das fazendas da família em Tunbridge. No decorrer dos seis anos que ali moraram, nasceram-lhes os três primeiros filhos. Em 1802, Joseph e Lucy arrendaram sua fazenda de Tunbridge, possivelmente porque o solo era muito pedregoso, e mudaram-se para Randolph, onde abriram um estabelecimento comercial.

Em Randolph, Lucy ficou doente. O médico diagnosticou tuberculose, a mesma doença que causara a morte de suas irmãs mais velhas, Lovisa e Lovina. Ouvindo os médicos dizerem que iria morrer, Lucy implorou ao Senhor que lhe poupasse a vida, para poder cuidar dos filhos e do marido.

Lucy escreveu: "Fiz solene convênio com Deus de que se Ele me permitisse viver, eu procuraria servi-Lo com o máximo de minha capacidade. Pouco depois, ouvi uma voz dizer-me: 'Busca e acharás; bate e ser-te-á aberta. Seja consolado o teu coração; assim como crês em Deus, crê em Mim também.' Tão logo tive condições, esforcei-me para encontrar alguém que pudesse instruir-me de modo mais perfeito no caminho da vida e salvação. Fui de um lugar para o outro, procurando obter informações e encontrar, se possível, um espírito agradável que tocasse meu coração e assim me fortalecesse e me ajudasse a pôr em prática as resoluções que havia tomado.

Senti que naquela época não existia na Terra a religião que eu procurava. Por isso, decidi examinar a Bíblia e, tendo Jesus e Seus discípulos como guia, esforcei-me por alcançar de Deus aquilo que nenhum homem podia dar-me ou tirar de mim. Por fim, cheguei à conclusão de que era minha obrigação ser batizada. Assim sendo, depois de encontrar um ministro disposto a batizar-me sem exigir que me unisse a qualquer das denominações religiosas, fui batizada para obedecer a essa ordenança".

Enquanto Lucy se preocupava com sua religião e salvação, o marido estava iniciando um empreendimento financeiro que acabaria tendo maus resultados. Ao saber que a raiz de ginseng encontrada na vegetação silvestre de Vermont era muito valorizada na China por sua suposta capacidade de curar e prolongar a vida, Joseph, que já enfrentara uma série de reveses financeiros, investiu bastante dinheiro nessa planta. Depois de comprar uma quantidade considerável, um certo Sr. Stevens, de Royalton, ofereceu-lhe três mil dólares pelo lote, mas Joseph recusou a oferta. Ao viajar para Nova York a fim de fazer os preparativos para o embarque das plantas, Joseph foi seguido pelo Sr. Stevens, que descobriu em que navio estava o carregamento de Joseph. Tendo sua própria carga de ginseng, o Sr. Stevens enviou o filho como representante seu e de Joseph na venda do produto. O jovem Stevens vendeu o carregamento de ginseng por bom preço, mas falsificou o valor pago e entregou a Joseph Smith Sênior apenas um barril de chá. Quando a desonestidade dos Stevens foi descoberta, eles fugiram para o Canadá com o dinheiro, deixando Joseph e Lucy com uma dívida de mil e oitocentos dólares. Lucy relata: "Meu marido precisou vender esta fazenda, que valia aproximadamente mil e quinhentos dólares, por apenas oitocentos dólares a fim de saldar rapidamente a dívida".

A essa quantia Lucy acrescentou os mil dólares que havia recebido como presente de casamento. Saldaram a dívida, mas ficaram sem dinheiro.

Joseph e Lucy mudaram-se para Royalton, Vermont, por alguns meses, e depois seguiram para Sharon, no condado de Windsor. Ali, Joseph arrendou a fazenda de Solomon Mack. Trabalhou na terra durante o verão e deu aulas na escola durante o inverno. Enquanto moravam em Sharon, Joseph e Lucy tiveram outro filho, nascido no dia 23 de dezembro de 1805, a quem deram o nome de Joseph. Ao lhe darem esse nome, cumpriram a profecia de José do Egito, que predisse que um "vidente escolhido" seria erguido dentre seus descendentes. Esse vidente seria identificado, entre outras maneiras, por receber o nome do antigo patriarca José, sendo esse também o nome de seu pai.

Joseph Smith Sênior e Lucy eram pais dedicados e esforçaram-se por ensinar preceitos religiosos aos filhos. Lucy, em especial, incentivava os filhos a estudarem a Bíblia. Seu filho William, nascido em 1811, relembra a preocupação da mãe com respeito aos assuntos religiosos: "Minha mãe era uma mulher muito religiosa e extremamente interessada no bem-estar dos filhos, tanto nesta vida quanto na vida futura, e usava de todos os métodos possíveis a uma mãe amorosa para convencer-nos a buscar a salvação da alma". Joseph Smith Sênior era tão carinhoso quanto grande. Heber C. Kimball relata que ele era "um dos homens mais alegres que já conheci e tão inofensivo quanto uma criança". Lucy disse que ele era “o companheiro mais carinhoso e o pai mais amoroso com que uma família poderia ser abençoada".

Apesar de menos inclinado a ensinar a família, Joseph Sênior era um homem religioso. William relembra: Os hábitos religiosos de meu pai eram estritamente corretos e morais". Da mesma forma que seu pai, Asael, Joseph não acreditava nas igrejas tradicionais, mas sempre teve grande fé em Deus. Durante o ano de 1811, sua "mente ficou muito preocupada com questões religiosas”. Enquanto estava nesse estado de agitação e ansiedade, teve o primeiro de uma série de sonhos que ocorreriam durante um período de oito anos.

No primeiro sonho, Joseph viu-se caminhando por um campo estéril coberto de árvores secas, sendo acompanhado por um espírito que lhe explicou que o campo representava o mundo sem religião. Foi-lhe informado que encontraria uma caixa de comida que o tornaria sábio. Tentou comer, mas foi impedido por vários animais com chifres. Contou a Lucy que acordou tremendo, mas feliz, e que estava convencido de que até mesmo os ministros religiosos nada sabiam a respeito do reino de Deus.

Mais tarde, em 1811, Joseph Sênior teve outro sonho marcante, que relatou à família. Era muito parecido com o sonho de Leí sobre a árvore da vida. Joseph viu-se seguindo por um caminho que levava a uma bela árvore frutífera. Ao começar a comer o delicioso fruto, percebeu que deveria conduzir sua esposa e sua família até a árvore, para que pudessem desfrutar dela juntos. Foi buscá-los, e comeram juntos. Joseph conta: "Sentimo-nos extremamente felizes, sendo-nos difícil expressar toda a nossa alegria."

Seu último sonho ocorreu em 1819, em Nova York, pouco antes da primeira visão de seu filho. Um mensageiro disse: "Sempre te considerei estritamente honesto em todos os teus negócios vim dizer-te que esta será a última vez que te visitarei e que te falta apenas uma coisa para assegurares tua salvação". Acordou antes de descobrir o que lhe faltava.

Como a comunicação celestial sempre fez parte da vida de Joseph Smith Sênior, não lhe foi difícil aceitar o chamado profético de seu filho. Mais tarde, ficou sabendo que lhe faltavam os princípios e ordenanças do evangelho de Jesus Cristo, que o Senhor restaurou por intermédio de seu filho Joseph.

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