Dissolucao do Acampamento e a Reorganizacao dos Santos
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Em 25 de junho, durante o auge do ataque de cólera, Joseph Smith dividiu o Acampamento de Sião em vários grupos menores para demonstrar aos missourianos as intenções pacíficas dos santos. Dez dias mais tarde, dispensas formais foram preparadas para cada membro fiel do acampamento. Lyman Wight relatou que o Profeta "disse que ele estava disposto a voltar para casa, estava plenamente satisfeito de que a vontade do Senhor havia sido feita, e que o Senhor havia aceita do nosso sacrifício e oferta, da mesma forma como aceitou o de Abraão quando ele ofereceu seu filho Isaque; e sua oração havia pedido ao Pai Celestial que nos abençoasse com a vida eterna e a salvação".
O acampamento dispersou-se depois de receber a dispensa do Profeta.
Algumas pessoas permaneceram em Missouri de acordo com a revelação do rio Fishing como relatado em Doutrina e Convênios105:20: “E agora, em verdade vos digo: Dou-vos o mandamento de que todos os que subiram até aqui e puderem permanecer nas regiões circunvizinhas, que o façam;” E alguns voltaram para o campo missionário, mas a maioria voltou para junto de suas famílias no leste.
Naquele mesmo dia, 3 de julho, o Profeta organizou a presidência e o sumo conselho de Missouri para ajudar o Bispo Edward Partridge a administrar os assuntos da Igreja na região. Joseph Smith, porém, desencorajou os santos de Missouri a realizar reuniões da Igreja, numa tentativa de amenizar os temores dos cidadãos locais.
A vida no condado de Clay foi mais fácil para os santos no restante do ano de 1834 e durante 1835. Esse período foi relativamente livre de perseguições, e os santos prosperaram. A maioria dos não-mórmons do condado de Clay eram amistosos.
O espírito do bem, porém, começou a mudar quando os santos continuaram a migrar para Missouri, em antecipação do retorno ao condado de Jackson e quando alguns membros da Igreja compraram propriedades no condado de Clay. Infelizmente, uns poucos membros não ficaram sabendo das perseguições ocorridas no condado de Jackson, e começaram a incitar os antigos colonos com conversas de que no futuro suas terras pertenceriam aos santos. De modo coletivo, os santos deixaram de obedecer ao conselho do Senhor descrito em Doutrina e Convênios 105:24-25: “Não faleis de julgamentos nem vos vanglorieis da fé ou de obras grandiosas, mas reuni-vos prudentemente, tanto quanto possível numa determinada região, considerando os sentimentos do povo; E eis que vos concederei favor e graça a seus olhos, para que desfruteis paz e segurança enquanto dizeis ao povo: Praticai juízo e justiça para conosco, de acordo com a lei, e reparai os agravos que sofremos.”
Joseph Smith e uns poucos líderes do Acampamento de Sião retomaram a Kirtland no início de agosto, para alívio dos santos de Kirtland, que ficaram preocupados com relatos de que Joseph Smith teria sido morto em Missouri. Mais tarde, naquele mesmo mês, o sumo conselho ouviu as reclamações de Sylvester Smith e outros que ainda estavam ressentidos com a experiência do Acampamento de Sião. Dez homens que haviam participado do Acampamento de Sião refutaram as acusações de Sylvester Smith e testificaram que Joseph Smith não era culpado de comportamento impróprio. Depois de analisar as evidências, Sylvester admitiu que estava errado e que tinha se comportado de maneira indevida.
O Acampamento de Sião não conseguiu ajudar os santos de Missouri a recuperarem suas terras e foi manchado por dissensões, apostasia e publicidade desfavorável, mas alguns resultados positivos resultaram da jornada. Ao apresentarem-se como voluntários, os membros demonstraram sua fé no Senhor e em Seu profeta e seu sincero desejo de cumprir as revelações dos últimos dias.
Mostraram sua preocupação pelos santos exilados de Missouri por sua disposição de sacrificar sua vida, se necessário, para ajudá-Ios.
Essa jornada problemática serviu como teste para determinar quem era digno de servir em posições de liderança e confiança e receber uma investidura no templo de Kirtland. O Profeta explicou mais tarde: "Deus não queria que lutássemos. Ele não poderia organizar Seu reino com doze homens para abrir as portas do evangelho às nações da Terra, e com setenta homens sob Sua direção para seguir-Ihes as pegadas, a menos que tivesse consigo um grupo de homens que sacrificassem sua vida, e que fizessem um sacrifício tão grande quanto o de Abraão".
Em fevereiro de 1835, o Quórum dos Doze Apóstolos e o Primeiro Quórum dos Setenta foram organizados. Nove dos primeiros Apóstolos, todos os sete presidentes do Quórum dos Setenta, e todos os sessenta e seis membros do quórum haviam servido no exército de Israel que marchou para a região oeste de Missouri em 1834.
O Acampamento de Sião castigou, poliu e refinou espiritualmente muitos dos servos do Senhor. Os cumpridores e dedicados receberam um inestimável treinamento prático e experiência espiritual que lhes foram de grande utilidade nas dificuldades enfrentadas posteriormente pela Igreja. As dificuldades e desafios ao longo de milhares de quilômetros proveram inestimável treinamento para Brigham Young, Heber C. Kimball e outros que conduziram os santos exilados de Missouri para Illinois, e de Nauvoo através das planícies até as Montanhas Rochosas. Quando um descrente perguntou-lhe o que havia lucrado com a jornada, Brigham Young prontamente respondeu: "Eu não trocaria o conhecimento que recebi nesse período em troca de todo o condado de Geauga".