Crenças Mórmons: Vida Após a Morte

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Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (muitas vezes erroneamente chamado de "mórmons") acreditam na vida após a morte. Na verdade, eles têm esperança na próxima vida. As doutrinas da Igreja SUD sobre a vida após a morte são mais detalhadas do que os de qualquer outra fé cristã, e isto acontece, porque a revelação aos profetas modernos nos deu mais informações do que as oferecidas pela Bíblia Sagrada.
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O Plano de Progresso Eterno


Os Mórmons acreditam que a vida é eterna assim como o progresso, acreditam que todos nós já existíamos como seres espirituais antes de nascermos na Terra como seres mortais. Na vida pré-mortal éramos filhos e filhas de Deus. Ele declarou Sua missão e proposito nas Escrituras:

“Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem” (Pérola de Grande Valor, Moisés 1:39).

“A vida eterna” é definida na crença Mórmon como uma eternidade na presença de Deus, cujo reino é o maior dos reinos nos céus. A imortalidade é nossa por meio da expiação de Jesus Cristo. Sua ressurreição garantiu a ressurreição para todos os homens e mulheres, independentemente da sua dignidade. Assim, todos nós somos seres imortais, mas a vida eterna está condicionada à nossa fidelidade. Receber a vida eterna significa desfrutar da vida que o próprio Deus vive, e assim cumprir o objetivo do Pai Celestial de nos ajudar a ser como Ele. O progresso eterno é o meio para esse fim. Começamos como espíritos antes que o mundo fosse criado. Durante a mortalidade, temos corpos mortais, corruptíveis. Durante a mortalidade aprendemos, desenvolvemos a fé, realizamos ordenanças e estabelecemos relações com os outros que podem ser eternas. Durante a mortalidade, somos tentados para podermos utilizar o dom do arbítrio dado por Deus, assim temos a possibilidade de quebrar as leis de Deus, mas também podemos nos arrepender. A expiação de Jesus Cristo cobre os nossos pecados, se nos arrependermos e seguirmos a Cristo.

A Vida Após a Morte


A morte é a porta para a vida após a morte. É a separação temporária do espírito e do corpo. O espírito vai a um lugar chamado "Mundo Espiritual", que é dividido em duas áreas – “A Prisão Espiritual” para os ímpios e os que ainda não aceitaram o evangelho de Cristo, e o “Paraíso” para os justos que se arrependeram na terra. Isto é a que Cristo se referia quando falou ao ladrão na cruz: “E Jesus disse-lhe: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). Antes da crucificação de Cristo, havia um grande abismo entre a Prisão Espiritual e o Paraíso que não poderia ser cruzado. Durante os três dias que Cristo esteve no sepulcro, Ele visitou o Paraíso e organizou uma missão para a prisão espiritual onde os espíritos daqueles que viveram, teriam outra oportunidade de ouvir o evangelho de Cristo, e se arrependerem. Isto foi especialmente importante para aqueles que não tiveram esta oportunidade, foram enganados, ou que não compreenderam ou entenderam a mensagem do evangelho enquanto viviam sobre a terra. Os espíritos em prisão que se arrependem podem, então, ir para o paraíso.

Isto foi revelado em uma visão ao profeta Mórmon Joseph F. Smith e está registrado em Doutrina e Convênios na seção 138. Isso mostra que Deus é justo. A doutrina Mórmon ensina que os homens não podem ser responsabilizados quando pecam em ignorância. Abaixo estão alguns versículos de D&C 138:

Abri a Bíblia e li os capítulos três e quatro da primeira epístola de Pedro e, ao ler, fiquei muito impressionado, mais do que havia ficado antes, com as seguintes passagens:

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água” (I Pedro 3:18–20). “Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito” (I Pedro 4:6).

Presidente Smith viu os espíritos dos justos no Paraíso que estavam aguardando a ressurreição, que sabia que iria ocorrer quando Cristo ressuscitasse:

Todos esses haviam partido da vida mortal com a firme esperança de uma gloriosa ressurreição por meio da graça de Deus, o Pai, e seu Filho Unigênito, Jesus Cristo. Vi que estavam cheios de júbilo e alegria e regozijavam-se juntos porque se aproximava o dia de sua libertação. (D&C 138:14- 15).

Os espíritos no paraíso desfrutam da companhia dos seus entes queridos, mas encaram a existência sem um corpo físico como uma espécie de escravidão.

“Enquanto essa vasta multidão esperava e conversava, regozijando-se pela hora de sua libertação das cadeias da morte, o Filho de Deus apareceu, anunciando a liberdade aos cativos que tinham sido fiéis; E ali pregou-lhes o evangelho eterno, a doutrina da ressurreição e a redenção do gênero humano da queda e dos pecados individuais, desde que houvesse arrependimento. Aos iníquos, porém, não se dirigiu; e entre os ímpios e os impenitentes, que se corromperam enquanto estavam na carne, sua voz não se fez ouvir” (D&C 138:18-20).

“E enquanto refletia, meus olhos foram abertos e meu entendimento vivificado; e percebi que o Senhor não se dirigira em pessoa aos iníquos e aos rebeldes que haviam rejeitado a verdade, a fim de ensiná-los; Mas eis que, dentre os justos, organizou suas forças e designou mensageiros, revestidos de poder e autoridade, e comissionou-os para levar a luz do evangelho aos que estavam nas trevas, sim, a todos os espíritos dos homens; e assim foi o evangelho pregado aos mortos.

E os mensageiros escolhidos foram anunciar o dia aceitável do Senhor e proclamar liberdade aos cativos que estavam presos, sim, a todos os que se arrependessem de seus pecados e recebessem o evangelho. Desse modo foi pregado o evangelho àqueles que haviam morrido em seus pecados, sem conhecimento da verdade ou em transgressão, tendo rejeitado os profetas” (D&C 138:29-32).

As ordenanças pelos mortos são realizadas nos templos Mórmons, porque os espíritos não podem realizar essas ordenanças por si mesmos. Eles podem aceitar ou rejeitá-los, enquanto vivem no mundo espiritual. Aqueles que rejeitam o evangelho de Jesus Cristo na terra, ainda tem outra chance no mundo espiritual. Se eles rejeitam o evangelho de novo, eles devem sofrer por seus próprios pecados. Esta é uma definição de “inferno”. Este tormento é chamado de “tormento sem fim”, mas ele não continuará para sempre. Esta parece ser uma contradição, mas Deus explicou o que o “tormento sem fim” significa... “Contudo, não está escrito que não haverá fim para esse tormento, mas está escrito tormento infinito. Também, está escrito condenação eterna; portanto está mais explícito do que outras escrituras, a fim de influenciar o coração dos filhos dos homens inteiramente para a glória de meu nome.

Explicar-vos-ei, portanto, este mistério, porque vos convém conhecê-lo, assim como meus apóstolos.

Falo a vós que fostes escolhidos com referência a este assunto, como se fôsseis um, para que entreis em meu descanso. Pois eis que o mistério da divindade, quão grande é! Pois eis que eu sou infinito e o castigo que é dado pela minha mão é castigo infinito, pois Infinito é meu nome. Portanto — Castigo eterno é castigo de Deus. Castigo infinito é castigo de Deus” (D&C 19:6-12).

Existe outra definição para o “inferno” na crença Mórmon. É chamado de “trevas exteriores” ou “perdição”, e neste caso, o tormento é eterno. A perdição é apenas para os poucos que cometeram o “pecado contra o Espírito Santo”. Para cometer este pecado, que é imperdoável e impagável, a pessoa deve ter os céus abertos e ver o Cristo e participar do Seu poder, e depois O negar, “crucificando-O de novo”. Caim cometeu esse pecado.

Todos os outros, exceto os filhos da perdição, obterão um reino nos céus e receberão uma parte da glória de Deus.
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Crenças Mórmons - Os Reinos de Glória


No momento da Segunda Vinda de Cristo, uma grande ressurreição dos justos irá acontecer, e os espíritos daqueles que estiverem no Paraíso serão ressuscitados e julgados. Os ímpios serão ressuscitados depois que o reinado milenar de Cristo terminar. Após o julgamento, todos os mortos que foram ressuscitados receberão um lugar no reino dos céus.

Na Bíblia lemos o relato de Paulo a respeito dos três reinos de glória. Ele certamente os conhecia e ensinou muito mais daquilo que está escrito sobre os reinos dos céus.

“Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas a glória dos celestes é uma, e a glória do terrestre é outra. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas: porque uma estrela difere de outra estrela em glória. Assim também é a ressurreição dos mortos” (1 Coríntios 15:40-42).

Joseph Smith e Sidney Rigdon compartilharam de uma visão dos reinos de glória, como registrada em Doutrina e Convênios na seção 76. Primeiro, viram o Salvador à mão direita de Deus:

E enquanto meditávamos sobre essas coisas, o Senhor tocou os olhos do nosso entendimento e eles se abriram; e a glória do Senhor cercou-nos de resplendor. E contemplamos a glória do Filho, à direita do Pai, e recebemos de sua plenitude; E vimos os santos anjos e os que são santificados diante de seu trono, adorando a Deus e ao Cordeiro, a quem adoram para todo o sempre. E agora, depois dos muitos testemunhos que se prestaram dele, este é o testemunho, último de todos, que nós damos dele: Que ele vive! Porque o vimos, sim, à direita de Deus; e ouvimos a voz testificando que ele é o Unigênito do Pai- (versículos 19-23).

Joseph e Sidney viram de modo breve as trevas exteriores, e os três reinos nos céus, e eles acrescentaram seu testemunho ao de Paulo de que a glória desses reinos diferem assim como o sol, a lua e as estrelas. Os corpos dos que habitam nestes reinos também diferem em luz e glória. Uma pessoa que consegue suportar uma glória celestial tem um corpo celestial, e assim por diante, como Paulo explicou. Deus habita no mais alto reino do reino celestial. Cristo ministra aos do reino terrestre, mas não permanece lá. As pessoas no mais baixo reino, o telestial, recebem a ministração dos que habitam no reino terrestre. Estes são os tipos de pessoas que habitam no menor reino dos céus;

“E também vimos a glória do teleste, cuja glória é a do menor, assim como a glória das estrelas difere da glória da lua no firmamento. Estes são os que não receberam o evangelho de Cristo nem o testemunho de Jesus. Estes são os que não negam o Santo Espírito. Estes são os que são lançados no inferno. Estes são os que não serão redimidos do diabo até a última ressurreição, até que o Senhor, sim, Cristo, o Cordeiro, tenha consumado sua obra. Estes são os que não recebem de sua plenitude no mundo eterno, mas do Santo Espírito pelo ministério do terrestre;” (versículos 81-86).

“Estes são os que são mentirosos e feiticeiros e adúlteros e libertinos; e todo aquele que ama e inventa mentiras” (versículo 103).

E é isso que Joseph Smith disse sobre o telestial (o menor) reino dos céus;

“E assim vimos, na visão celestial, a glória do teleste, que ultrapassa todo entendimento;” (versículo 89).

Embora os mortos não possam passar de um reino para o outro, todos, exceto os filhos de perdição receberão uma porção de glória eterna. Como o Senhor disse, dentro do reino dos céus há muitas moradas - muitos níveis. A crença Mórmon descreve a vida após a morte como mais indulgente e gloriosa do que qualquer outra fé cristã. Deus é amor, e Seu amor se manifesta neste grande e eterno plano. Seu grande amor é mais uma vez manifesto na crença Mórmon, com base nas escrituras, de que os bebês e crianças pequenas são inocentes, cobertos pela expiação de Jesus Cristo. As crianças que morrem antes da “idade da responsabilidade”, que é de oito anos, e aqueles que são deficientes mentais e nunca se tornam plenamente responsáveis, são salvos na presença de Deus, o nível mais alto do reino celestial (veja Moroni 8[1]).

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