Crenças Mórmons: Castidade
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A Lei da Castidade é um importante mandamento de Deus que nunca muda. Essa lei proíbe qualquer atividade sexual fora do casamento (que é definido como a união legal entre um homem e uma mulher) e total fidelidade dentro do casamento. A Lei da Castidade é um princípio central do sistema de crenças e doutrinas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (conhecida também como a “Igreja Mórmon”), que é centrada na felicidade eterna das famílias.
Viver a Lei da Castidade Traz Bênçãos
Estudos têm mostrado que o comportamento sexual fora do casamento diminui nossa capacidade de amar plenamente e de nos comprometer totalmente em um relacionamento de longo prazo.Recentes descobertas defendem as doutrinas de A Igreja de Jesus Cristo. Uma delas é que a intimidade produz um elemento químico biológico e uma ligação emocional entre os seus participantes, que é muito doloroso quebrar. Muitos adolescentes procuram especialistas, porque são incapazes de superar emocionalmente os relacionamentos anteriores, onde a intimidade, mesmo breve, foi compartilhada.
O psicólogo Jess Lair da Universidade Estadual de Montana descreve o significado psicológico de experiências sexuais dessa maneira: “o relacionamento sexual inclui um poderoso laço emocional, conexões psicológicas, físicas e espirituais que são tão fortes que as duas pessoas se tornam uma, pelo menos por um momento. A relação sexual é uma intensa, embora breve ligação física que deixa marcas indeléveis sobre os participantes. Acreditar que uma pessoa pode ter uma experiência sexual com alguém e sair incólume é muita ingenuidade”.
Uma vez que o sexo se torna frequente, porém sem uma profunda e compartilhada afeição, as pessoas inconscientemente dissociam-se do parceiro a fim de se protegerem emocionalmente. Isso é chamado de "objetivação" - a outra pessoa se torna um objeto da aventura sexual, ao invés de uma pessoa digna de amor altruísta e comprometimento. A objetivação mata o amor, e de fato, uma vez que uma sociedade inteira desce ao nível da promiscuidade, o amor morre para todos. O apóstolo Paulo disse o seguinte a respeito da promiscuidade (referindo-se também a aqueles que participam de encontros homossexuais),
“Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;” (Romanos 1:29-31).
A objetivação é resultado também de indulgência na pornografia. A pessoa viciada objetiva o cônjuge e até mesmo os filhos de uma família, terminando assim os relacionamentos amorosos que existiam, levando ao divórcio e à separação. Este resultado é visto até mesmo em relacionamentos de coabitação onde as pessoas vivem juntas, mesmo pretendendo casar-se um dia. Quando o fazem, frequentemente a relação é frágil e a taxa de divórcio é maior, a coabitação, afinal, não produz uma maior familiaridade e nem conduz a um casamento melhor.
"Casais que permanecem castos até o casamento relatam que são mais satisfeitos com ele do que aqueles que eram sexualmente ativos. Seus casamentos são mais estáveis e mais gratificantes. Pesquisadores ainda descobriram que os casais que não tiveram relações sexuais antes do casamento relatam uma maior satisfação sexual após o casamento do que aqueles que tiveram relações sexuais antes do casamento".
Essas descobertas reforçam a crença Mórmon que viver a Lei da Castidade conduz à felicidade e amor, e não o contrário, como defendido pelo mundo. O mundo acredita que a Lei da Castidade é restritiva e impossível de se viver. Mas milhões de Mórmons estão vivendo a Lei da Castidade e somos gratos pelas bênçãos que recebemos por cumpri-la.
Segurança Física e Espiritual
Viver a lei da castidade traz muitas bênçãos. A mais óbvia delas é a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, a possibilidade de uma gravidez não planejada (que às vezes leva ao aborto), e o risco de dano emocional e à reputação. As menos óbvias é a proteção contra os danos espirituais. A perda da virtude nos faz inadequados para a companhia do Espírito Santo.
O Espírito Santo é o terceiro membro da Trindade, um personagem de espírito, que pode habitar dentro de nós. Ele não só nos enche de luz, mas também permite a comunicação entre nós e Deus. Com o Espírito Santo como nosso companheiro, podemos receber revelação pessoal da Deidade. A revelação pessoal pode testemunhar da verdade, nos avisar em caso de perigo, iluminar nossas mentes com novas idéias, nos confortar nos momentos de dificuldade, nos ajudar a encontrar soluções para os nossos problemas e desafios, e nos ajudar a compreender a nossa natureza divina. Sem o Espírito Santo, estamos abandonados a nós mesmos durante a vida na terra. Aqueles que têm a companhia constante do Espírito Santo podem testemunhar que recebem ajuda constante em suas decisões. Eles não podem sequer imaginar viver essa vida sem Ele.
Frequentar o Templo
Um mórmon que é casto pode frequentar os templos Mórmons e realizar convênios que magnificam a centelha divina que existe dentro de nós, e nos colocar no caminho reto e estreito que conduz ao mais alto reino dos céus. Parte da adoração no templo é a oportunidade de ser eternamente selado com o cônjuge e os filhos. Os Mórmons que se casam no templo tem uma taxa de divórcio de 7%, a menor de qualquer grupo nos Estados Unidos. A taxa de divórcio para as pessoas religiosas de todas as religiões nos EUA é cerca de 25%, e para a população em geral, chega aos 50%. A Igreja SUD publicou um panfleto chamado "Para o Vigor da Juventude", com a finalidade de orientar os jovens a cultivarem um comportamento que esteja de acordo com as leis de Deus. Ele diz:
“Os poderes sagrados de procriação somente podem ser empregados entre homem e mulher, legalmente casados como marido e mulher” (" A Família: Proclamação ao Mundo ").
“A intimidade física entre marido e mulher é bela e sagrada. É ordenado por Deus para a criação de filhos e para a expressão do amor entre marido e mulher. Deus ordenou que a intimidade sexual fosse reservada para o casamento”. “Quando vocês obedecem ao mandamento de Deus e são sexualmente puros, se preparam para fazer e guardar os convênios sagrados no templo. Vocês se preparam para construir um casamento sólido e para trazer filhos ao mundo como parte de uma amorosa família. Vocês se protegem dos danos emocionais que sempre advêm da troca de intimidades físicas com alguém fora do casamento”.
“Não tenham nenhuma relação sexual antes do casamento, e sejam completamente fiéis ao seu cônjuge depois dele. Satanás pode tentá-los a racionalizar que a intimidade sexual antes do casamento é aceitável quando duas pessoas se amam. Isso não é verdade. Aos olhos de Deus, os pecados sexuais são extremamente sérios porque aviltam o poder que Deus nos deu para criar a vida. O profeta Alma ensinou que os pecados sexuais são mais graves do que quaisquer outros pecados, exceto o assassinato ou negar o Espírito Santo” (ver Alma 39:5).
“Não faça nada antes do casamento, que desperte as poderosas emoções que só devem ser manifestadas dentro dele. Não troquem beijos apaixonados, não deitem em cima de outra pessoa, ou toquem as partes íntimas e sagradas do corpo de outra pessoa, com ou sem roupa. Não permita que ninguém faça isso com você. Não despertem essas emoções em seu próprio corpo”.
“Nas culturas em que os encontros e o namoro são aceitáveis, tratem sempre seus companheiros com respeito, nunca como um objeto a ser usado para satisfazer seus desejos lascivos. Mantenha-se em áreas de segurança onde você pode facilmente controlar seus sentimentos físicos. Não participem de conversas ou atividades que despertem os desejos sexuais”.
