Adoção

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(março de 2009)

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que a família é o ponto central de nossas vidas e que os pais e filhos devem ajudar-se mutuamente ao longo da vida. Por ser a família uma parte tão importante da doutrina e da cultura SUD, a adoção pode gerar questões peculiares dentro da comunidade da Igreja.

Em 1994 a Primeira Presidência da Igreja escreveu uma carta que foi lida para os membros, no tocante à adoção e à crianças nascidas fora dos laços matrimoniais. Parte dela diz:

"Os líderes do Sacerdócio e das Auxiliares são encorajados a renovar seus esforços para ensinar os membros das alas e estacas a importância de viver vidas castas e virtuosas. Nós percebemos, com certa preocupação, o contínuo declíneo dos valores morais na sociedade e o número resultante de crianças criadas por pais solteiros... Todos os esforços possíveis devem ser feitos, para ajudar aqueles que têm filhos fora dos laços matrimoniais a estabelecerem um relacionamento familiar eterno. Quando os pais solteiros não podem ou não querem casar, eles podem ser encorajados a colocar a criança para adoção, preferencialmente através dos Serviços Sociais SUD... Pais solteiros que não se casam não devem ser aconselhados a criar o bebê como uma obrigação ou condição para o arrependimento... Ao decidirem sobre a adoção do bebê, os interesses da criança devem ser o parâmetro que guiará os pais." (Carta da Primeira Presidência, 1 de fev. 1994).

Posteriormente, o Elder Monte J. Brough deu mais conselhos sobre o assunto:

"Ao tomar conhecimento de que uma relação sexual fora dos laços matrimoniais resultou em gravidez, a jovem tem quatro opções: 1) casar; 2)não casar, mas manter a criança; 3) realizar um aborto, ou 4) colocar a criança para adoção. É importante examinar cada uma dessas quatro opções à luz de informações de exames médicos e à luz dos vários ensinamentos dos líderes da Igreja" (Monte J. Brough, "Guidance for Unwed Parents," Ensign, Sept. 1994, 19).

Um dos assuntos mais controversos de hoje é o aborto. Essa prática é fortemente evitada dentro da Igreja. O Presidente Spencer W. Kimball disse:

"O aborto, tirar uma vida, é um dos mais graves pecados. Temos afirmado repetidamente que a posição da Igreja é inalterável e opõe-se a todos os abortos, exceto em dois casos raros: quando a concepção se deu por incesto ou estupro, ou quando um médico competente afirma que a saúde da mãe corre risco. Spencer W. Kimball, "A Report and a Challenge," Ensign, November 1976, p.4).

A Igreja ainda mantem esta posição, trinta anos depois. Mesmo quando uma dessas raras circunstâncias acontece, a Igreja aconselha que este assunto deve ser ponderado e considerado após oração fervorosa, para saber se a decisão é correta.

A respeito de não casar mas criar o bebê, o presidente Kimball disse:

"Se a gravidez é resultado do pecado da imoralidade, é a jovem quem mais sofre. Ela não deve optar pelo aborto, pois isso aumentaria o grau do pecado. É ela quem carrega o maior fardo, enquanto o rapaz parece ficar livre de penalidade. A jovem deve perseverar durante os nove meses da gravidez, com todo o sofrimento, privações, limitações e vergonha, bem como as dores do parto e a vida difícil que se segue.(Spencer W. Kimball, The Miracle of Forgiveness, p.191)

Os líderes da Igreja enfatizam que criar o bebê como uma forma de penalidade não leva em consideração os interesses da criança e da mãe.

O casamento é, geralmente, considerado a melhor opção, se possível. Estudos mostram que se os pais se casam antes do nascimento, há uma maior probabilidade deles estarem bem financeiramente e de ser capazes de prover um lar e um casamento saudáveis e estáveis. Isto não se constata no caso de casamento realizados após o nascimento do bebê. Quando o casamento não é possível, a segunda melhor opção seria colocar o bebê para adoção através dos serviços sociais da Igreja. Pais adotivos têm, geralmente, melhor situação econômica, melhor educação e maturidade, podendo assim prover uma vida familiar mais estável, em um lar que inclui um pai e uma mãe. O Serviço Familiar da Igreja se certifica de que os pais adotivos vivem de acordo com os padrões da igreja.

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