Primeira Visão

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A Necessidade da Restauração

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O profeta bíblico Amós disse que chegaria o tempo em que haveria “( . . . ) fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor”. (Amós 8:11)

Após a morte dos primeiros Apóstolos de Cristo, o poder do sacerdócio e muitas verdades claras e preciosas do evangelho foram tiradas da Terra.

Durante os séculos que se seguiram, muitos homens e mulheres honestos procuraram as verdades do evangelho, mas não sabiam onde encontra'-las. Muitas igrejas foram criadas naquele periodo e diferentes mensagens e doutrinas eram ensinadas. Embora muitos tivessem intenções honestas, nenhuma igreja ou grupo de pessoas possuía a plenitude da verdade nem a autoridade de Deus.

O Senhor, porém, tinha prometido que no devido tempo o evangelho e o poder do Sacerdócio seriam um dia restaurados na terra para nunca mais serem tirados. No início do século dezenove, Sua promessa estava prestes a cumprir-se e a longa noite de apostasia prestes a terminar.

Joseph Smith e a Primeira Visão

No começo do século dezenove, a família de Joseph e Lucy Mack Smith morava em Lebanon, Estado de New Hampshire, nos Estados Unidos da América. Os Smith eram pessoas humildes que trabalhavam arduamente. Joseph Smith Jr., nasceu como o quinto filho do casal Smith.

Algum tempo depois a família Smith mudou-se para Norwich, Estado de Vermont, onde,por três vezes seguidas, perderam a safra anual. Mudaram-se, então, para Palmyra, no Estado de Nova York.

Quando jovem, Joseph Smith ajudava a família trabalhando com seus pais e irmãos. A mãe, Lucy, contou que o menino Joseph era dado a sérias reflexões e muitas vezes pensava no bem-estar de sua alma imortal.

Preocupava-se particularmente em saber qual dentre as igrejas que pregavam na região de Palmyra estava certa. Com suas próprias palavras, Joseph explicou:

“Durante esses dias de grande alvoroço, minha mente foi levada a sérias reflexões e grande inquietação; mas embora meus sentimentos fossem profundos e muitas vezes pungentes, ainda assim me conservei afastado de todos esses grupos, embora assistisse a suas diversas reuniões tão freqüentemente quanto a ocasião me permitisse. Com o correr do tempo, inclinei-me um tanto para a seita metodista e senti algum desejo de unir-me a eles; mas tão grandes eram a confusão e a contenda entre as diferentes denominações, que para alguém jovem como eu, tão inexperiente em relação aos homens e às coisas, era impossível chegar a qualquer conclusão definitiva acerca de quem estava certo e de quem estava errado. ( . . . )

Em meio à inquietação extrema causada pelas controvérsias desses grupos de religiosos, li um dia na Epístola de Tiago, primeiro capítulo, versículo cinco, o seguinte: E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Jamais uma passagem de escritura penetrou com mais poder no coração de um homem do que essa, naquele momento, no meu.

Pareceu entrar com grande força em cada fibra de meu coração. Refleti repetidamente sobre ela, tendo consciência de que, se alguém necessitava da sabedoria de Deus, era eu, pois eu não sabia como agir e, a menos que conseguisse obter mais sabedoria do que a que tinha então, nunca saberia; pois os religiosos das diferentes seitas interpretavam as mesmas passagens de escritura de maneira tão diferente, que destruíam toda a confiança na solução do problema através de uma consulta à Bíblia.

Finalmente cheguei à conclusão de que teria de permanecer em trevas e confusão, ou fazer como Tiago aconselha, isto é, pedir a Deus. ( . . . ) (Joseph Smith 2:8,11-13).


Numa bela manhã em meados de 1820, sozinho em um bosque perto de sua casa, Joseph ajoelhou-se e abriu o coração a Deus, pedindo-Lhe que o orientasse. Ele descreve o que aconteceu então da seguinte forma:

“( . . . ) Apenas fizera isto, quando fui subitamente subjugado por uma força que me dominou inteiramente, e seu poder sobre mim era tão assombroso que me travou a língua de modo que eu não pude falar. Intensa escuridão envolveu-me e pareceu-me por algum tempo que estivesse destinado a uma destruição repentina.” (JS 2:15)

O adversário de toda a retidão sabia que Joseph tinha um grande trabalho a fazer e tentou destruí-lo. Joseph, porém, empregando todas as suas forças, clamou a Deus e foi imediatamente salvo.

“( . . . ) justamente nesse momento de grande alarme, vi uma coluna de luz acima de minha cabeça, de um brilho superior ao do sol, que gradualmente descia até cair sobre mim. Logo após esse aparecimento, senti-me livre do inimigo que me havia sujeitado. Quando a luz repousou sobre mim, vi dois Personagens cujo resplendor e glória desafiam qualquer descrição, em pé, acima de mim, no ar. Um Deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!” (JS 2:16-17)

Tão logo voltou a si, perguntou ao Senhor qual das seitas religiosas estava certa e a qual deveria filiar-se. O Senhor respondeu que “não [se] unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas” e que “todos os seus credos eram uma abominação a Sua vista”. Disse que tinham “religiosidade aparente”, mas negavam “o Meu poder”. (JS 2:19). Disse ainda muitas outras coisas a Joseph.

Ao término da visão, Joseph percebeu estar deitado de costas, olhando ainda para o céu. Aos poucos, foi recobrando as forças e voltou para casa. Quando o sol nasceu naquela manhã de 1820, Joseph Smith não tinha idéia do significado daquele dia: havia, mais uma vez, um profeta na Terra. Ele, um menino desconhecido do oeste do Estado de Nova York, fora escolhido por Deus para realizar uma obra maravilhosa e um assombro, restaurando o evangelho e a Igreja de Jesus Cristo na Terra. Vira dois personagens divinos e poderia agora testificar, de maneira excepcional, a verdadeira natureza de Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo. Aquela manhã foi, sem dúvida, o alvorecer de um dia glorioso – a luz havia inundado um bosque, e Deus, o Pai, e Jesus Cristo tinham chamado um menino de quatorze anos para ser Seu profeta.

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